A presença de cobras em residências pode gerar preocupação, mas, segundo o biólogo Fabiano Soares, a maioria das serpentes avistadas não é venenosa e reflete mudanças no ambiente, como a presença de roedores. Espécies comuns incluem a caninana, a cobra-cipó e as falsas-corais, que muitas vezes são confundidas com serpentes perigosas. Em áreas rurais, no entanto, espécies peçonhentas como jararacas e cascaveis podem ser encontradas, exigindo atenção redobrada.
Para lidar com uma cobra em casa, o especialista recomenda manter distância e observar o comportamento do animal. Se a cobra não sair por conta própria, a melhor opção é acionar órgãos ambientais ou o corpo de bombeiros, que realizam a captura de forma segura. É importante evitar tentativas de remoção, já que isso pode aumentar o risco de acidentes, além de ressaltar que não há produtos repelentes confiáveis.
A prevenção é fundamental para evitar a presença de cobras. Manter o jardim aparado, controlar a população de roedores e eliminar entulhos são algumas das recomendações do biólogo. Ele enfatiza que as cobras são essenciais para o equilíbrio do ecossistema e que sua presença nas residências deve ser vista como um reflexo de mudanças ambientais, não como uma invasão intencional.

