No último domingo (16), um trágico colapso em uma mina de cobalto na República Democrática do Congo resultou na morte de pelo menos 32 garimpeiros. As autoridades locais informaram que os corpos foram resgatados após a queda de uma ponte que se localizava sobre a área de mineração em Kalando, na província de Lualaba. O ministro regional do Interior, Roy Kaumba Mayonde, destacou que as operações de busca ainda estão em andamento.
De acordo com o ministro, o acesso à mina estava proibido devido a fortes chuvas e riscos de deslizamentos, no entanto, garimpeiros irregulares conseguiram forçar a entrada no local. O desabamento da ponte ocorreu enquanto os trabalhadores estavam na área, resultando em um movimento de pânico que causou feridos e mortes. Um relatório de um órgão governamental revelou que a presença de militares no local pode ter contribuído para a situação caótica.
A mina de Kalando é um local de extração de cobalto, mineral essencial para a fabricação de baterias de eletrônicos e veículos elétricos. A República Democrática do Congo é responsável por mais de 70% da produção mundial de cobalto, mas estima-se que mais de 200 mil pessoas trabalhem em minas ilegais na região. As autoridades anunciaram a suspensão das atividades na área em resposta à tragédia, evidenciando as condições precárias e perigosas enfrentadas pelos garimpeiros.


