O chefe da Direção Nacional de Inteligência da Colômbia, Jorge Lemus, afirmou nesta sexta-feira que a colaboração com a CIA e outras agências dos Estados Unidos é ‘completamente fluida’, mesmo diante das tensões diplomáticas. Lemus destacou que, apesar das sanções impostas ao presidente Gustavo Petro, a troca de informações continua, indicando uma relação de trabalho persistente entre os dois países.
Durante a entrevista, Lemus também comentou sobre uma investigação que sugere vínculos entre altos funcionários colombianos e um líder guerrilheiro, chamando as revelações de ‘montagem’. Petro, por sua vez, acusou a mídia de manipulação, defendendo a realização de uma investigação judicial para esclarecer as alegações. A situação evidencia a complexidade da relação entre a Colômbia e os Estados Unidos, especialmente no contexto da luta contra o narcotráfico.
A continuidade da cooperação no combate ao narcotráfico é um ponto central nas discussões entre os dois países. Lemus ressaltou que a Colômbia destruiu cerca de 10 mil laboratórios de cocaína neste ano, em colaboração com as agências americanas. O desenrolar dessas tensões poderá impactar a política interna da Colômbia e sua parceria com os Estados Unidos, especialmente com as eleições se aproximando.

