O presidente do Congo, Felix Tshisekedi, confirmou sua viagem aos Estados Unidos para assinar um acordo de paz com o presidente de Ruanda, Paul Kagame, no dia 4 de dezembro. O governo congolês estabeleceu que a assinatura do acordo depende da retirada do apoio ruandês aos rebeldes do M23, que têm gerado instabilidade na região leste do Congo, marcada por conflitos armados e uma grave crise humanitária.
Os rebeldes do M23, que possuem forte respaldo de Ruanda, têm intensificado seus ataques, resultando no controle de cidades estratégicas como Goma e Bukavu. A situação no leste do Congo tem sido alarmante, com mais de 100 grupos armados operando na área, causando um grande deslocamento populacional e agravando a crise humanitária já existente. O presidente Kagame expressou otimismo sobre o acordo, ressaltando que a paz duradoura dependerá do comprometimento das partes envolvidas.
A reunião em Washington representa um passo significativo nos esforços para estabilizar a região, com a mediação do presidente dos EUA, Donald Trump, sendo um fator crucial neste processo. O sucesso do acordo pode não apenas aliviar a tensão entre Congo e Ruanda, mas também trazer um alívio necessário para as populações afetadas pelo conflito. A expectativa é que esse desdobramento possa abrir caminho para uma resolução mais ampla da crise humanitária e política na região.

