Em Belém, Pará, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) enviou uma carta ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, alertando sobre a relação entre a crise climática e o aumento das doenças alérgicas no Brasil. O aumento de condições como asma e rinite não pode ser explicado apenas por predisposição genética, segundo a entidade, que destaca a influência de fatores ambientais. Este alerta foi feito em meio à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que discute a importância de políticas ambientais para a saúde pública.
A ASBAI enfatiza que a poluição e as mudanças climáticas têm contribuído para a piora das condições alérgicas e respiratórias. Estudos indicam que poluentes atmosféricos e fenômenos climáticos, como enchentes e incêndios, agravam a situação, favorecendo reações inflamatórias. O aumento da poluição, especialmente em áreas urbanas, tem sido apontado como um fator que compromete as barreiras mucosas e intensifica a resposta imunológica da população.
A carta da ASBAI também propõe a realização de parcerias para promover ações que visem à preservação do meio ambiente e à prevenção de doenças alérgicas. O documento destaca a importância do engajamento da população jovem em ações de reparação climática, especialmente em um momento em que o Brasil sedia a COP30. A expectativa é que as discussões do evento resultem em medidas concretas para mitigar os impactos da crise climática na saúde pública.


