No dia 22 de novembro, a COP30, realizada em Belém, Brasil, finalizou um consenso entre cerca de 200 países, aprovando o Mutirão Global, um acordo político focado na adaptação climática e na redução de emissões. A sessão plenária, que contou com mais de 24 horas de trabalho contínuo, resultou em um documento que, embora evite mencionar explicitamente combustíveis fósseis, reafirma a urgência da transição para um desenvolvimento de baixas emissões.
O texto aprovado inclui compromissos significativos, como a triplicação dos recursos destinados à adaptação climática até 2035, atendendo a uma das principais demandas das nações mais vulneráveis. Além disso, foram introduzidos mecanismos de apoio para políticas de emprego na transição energética e medidas para acelerar as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, enfatizou a importância de avançar nas discussões sobre combustíveis fósseis em futuras conferências.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a vitória do multilateralismo e da ciência durante a cúpula, afirmando que a comunidade internacional optou por continuar os esforços para combater as mudanças climáticas. Com o planeta já ultrapassando o limite de 1,5 graus, o acordo representa uma nova oportunidade de ação colaborativa, apesar das resistências enfrentadas, especialmente por parte de produtores de petróleo como a Arábia Saudita.


