A COP30, que se inicia em Belém, reúne 57 líderes mundiais em um contexto de tensões climáticas e geopolíticas. O evento busca estabelecer diretrizes para as negociações que começam na próxima semana, em um momento crítico para as ações globais em relação ao clima. A ausência de figuras como o presidente dos Estados Unidos é destacada como um desafio significativo, segundo Cláudio Angelo, coordenador de Política Internacional do Observatório do Clima.
O Brasil apresenta resultados mistos em suas políticas ambientais, com uma redução de 50% no desmatamento e uma queda de 22% nas emissões de gases de efeito estufa. No entanto, o país enfrenta contradições, como a recente autorização para exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, que pode comprometer os esforços climáticos. Angelo enfatiza a necessidade de um financiamento climático adequado para que os países em desenvolvimento possam enfrentar os desafios impostos pela COP30.
A implementação das decisões tomadas em Dubai em 2023 sobre a transição energética justa é um ponto crucial para o futuro das negociações. Eventos climáticos extremos, como enchentes e secas no Brasil, ressaltam a urgência de ações efetivas. A falta de medidas concretas poderá agravar ainda mais a situação climática, colocando em risco as metas estabelecidas globalmente.

