A COP30, com início programado para 10 de novembro em Belém, no Pará, é precedida pela Cúpula de Líderes, que começou em 6 de novembro. Este evento visa reviver o compromisso internacional em relação às mudanças climáticas, um desafio que ressoa desde a Conferência de 1992 no Rio de Janeiro. No entanto, observadores notam que, apesar das promessas, os resultados até agora têm sido insatisfatórios e aquém do necessário para enfrentar a crise ambiental.
Belém, agora, simboliza não apenas a luta contra as mudanças climáticas, mas também a desordem global que afeta as agendas de cooperação internacional. Os principais poluidores têm se afastado das discussões relevantes, refletindo um cenário em que a urgência de ações concretas é muitas vezes ofuscada por discursos e promessas vazias. A transição energética, crucial para o enfrentamento da crise climática, é também vista sob a ótica de segurança nacional, em meio a uma busca por recursos naturais que ainda são explorados.
As expectativas para a COP30 são altas, mas a realidade aponta para um desafio significativo, onde a urgência de ações efetivas e comprometidas é mais visível do que nunca. O que se observa é uma repetição de rituais de conferências passadas, sem que se concretizem as transformações necessárias. O futuro do planeta depende da habilidade dos líderes em transformar promessas em ações tangíveis e eficazes.

