A Conferência do Clima da ONU, COP30, foi concluída em Belém (PA) no dia 22 de novembro, após dias de negociações acaloradas. O evento, que se tornou um palco de impasses entre nações europeias e árabes, resultou em um texto final que não trouxe inovações significativas, mas reafirmou compromissos anteriores quanto à transição energética e adiou discussões sobre barreiras comerciais relacionadas a produtos poluentes.
O documento, conhecido como Pacote Político de Belém, inclui a criação do “Acelerador Global de Implementação”, uma iniciativa colaborativa que visa acelerar a adoção de medidas para cumprir os objetivos do Acordo de Paris. Contudo, o texto não impõe metas obrigatórias, limitando-se a estabelecer um mecanismo voluntário, o que levanta questões sobre sua efetividade na luta contra as mudanças climáticas. Além disso, o tópico de comércio foi relegado a um futuro diálogo, previsto apenas para 2027 e 2028.
A COP30 também aprovou Indicadores Globais de Adaptação, que permitirão medir ações contra os efeitos do aquecimento global, mas com uma abordagem não punitiva e respeitosa à soberania nacional. A falta de metas obrigatórias e a postponement das discussões sobre comércio podem limitar o impacto das decisões tomadas, tornando necessário um maior engajamento nas próximas conferências para assegurar avanços significativos nas políticas climáticas globais.


