As negociações da COP30, que ocorrem em Belém, estão em um momento crítico devido a divergências sobre a transição do uso de combustíveis fósseis. A plenária convocada para a manhã de sábado, 22 de novembro de 2025, reflete a urgência da situação, com a possibilidade de que as discussões se estendam até o amanhecer. A polarização entre os países árabes, liderados pela Arábia Saudita, e um bloco capitaneado pela União Europeia e Colômbia é evidente.
O grupo árabe resiste a qualquer menção ao tema, argumentando que isso poderia comprometer seu desenvolvimento econômico. Por outro lado, a União Europeia e a Colômbia insistem que a COP30 não pode concluir sem um acordo sobre a redução do uso de combustíveis fósseis. Além disso, outros três tópicos também dificultam o consenso: a ambição nas metas de emissão, medidas de comércio e o financiamento para adaptação climática.
A retirada da proposta de um plano de eliminação gradual do uso dos combustíveis fósseis gerou críticas e agravou o impasse nas negociações. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reconheceu a frustração, mas pediu um momento de realismo. Com a possibilidade de a conferência terminar sem um acordo, as implicações para as políticas climáticas globais são significativas.


