No contexto da COP30, realizada em Belém, um relatório do McKinsey Global Institute revela a complexidade da transição energética. Embora a adoção de energia limpa esteja em ascensão, com um aumento significativo na capacidade de geração de energia de baixas emissões, muitos setores, especialmente a indústria pesada, ainda enfrentam grandes dificuldades. A pesquisa indica que, até o final de 2024, apenas 13,5% das tecnologias necessárias para atingir as metas do Acordo de Paris foram implementadas, o que é insuficiente para controlar o aquecimento global.
O relatório destaca uma desigualdade preocupante nas transições energéticas, com progresso acelerado em algumas áreas, como mobilidade elétrica e energia renovável, enquanto outros domínios, como a captura de carbono e a descarbonização da indústria, permanecem estagnados. A China, por exemplo, continua a liderar as adições de capacidade solar e eólica, enquanto economias emergentes como a Índia também estão avançando. No entanto, desafios complexos, como a eficiência do hidrogênio e a descarbonização de processos industriais, exigem inovações e abordagens mais eficazes.
As implicações são claras: para que a transição energética seja bem-sucedida, é fundamental que líderes empresariais e policymakers enfrentem os obstáculos persistentes. A pesquisa sugere que, para acelerar o progresso, será necessário desenvolver novas estratégias e tecnologias que permitam uma integração mais eficaz das soluções de energia limpa. Sem essa adaptação, o caminho para um futuro sustentável e de baixo carbono poderá se tornar cada vez mais desafiador.

