A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, instalada no Senado, busca convocar líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), como Marcolinha e Fuminho, para depor sobre suas atividades. Os requerimentos, apresentados pelo senador Marcos do Val, ainda não foram analisados pela comissão, que se formou após uma operação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de 120 mortos, intensificando a discussão sobre a violência no país.
Marcolinha, irmão de um conhecido líder da facção, e Fuminho, que é apontado como um dos principais braços direitos de Marcola, estão entre os convocados. Enquanto Marcolinha cumpre pena em uma penitenciária federal, Fuminho foi preso em 2020 após décadas foragido e é suspeito de ligações com organizações criminosas internacionais, o que destaca a complexidade do crime organizado no Brasil.
As convocatórias visam aprofundar a investigação sobre a estrutura e operações do PCC, além de outros crimes relacionados, como fraudes fiscais. A CPI, que já possui 37 requerimentos, destaca a necessidade de um diagnóstico rigoroso da criminalidade no país e busca integrar esforços de diferentes órgãos de segurança para combater a expansão das organizações criminosas.

