O Sudão enfrenta uma crise humanitária alarmante, resultado de um conflito prolongado entre o Exército e as Forças de Apoio Rápido (RSF). Desde abril de 2023, a guerra civil resultou em mais de 18 meses de combates e já deixou milhares de mortos. A ONU aponta que a insegurança alimentar afeta cerca de 26 milhões de pessoas, com quase 5 milhões à beira da fome extrema, especialmente na região de Darfur.
A situação se agrava com o bloqueio de estradas e a destruição de armazéns que dificultam a entrada de ajuda humanitária. Recentemente, um massacre em um hospital em El-Fasher resultou na morte de mais de 460 civis, destacando a gravidade dos ataques contra a população. A diretora-executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA) alertou sobre a falta de resposta internacional adequada, enquanto comunidades inteiras enfrentam a morte por fome.
O conflito no Sudão não apenas desestabiliza a região, mas também gera um deslocamento interno em massa, com mais de 10 milhões de pessoas forçadas a abandonar suas casas. Campos de refugiados nas fronteiras com o Chade, Sudão do Sul e Egito enfrentam condições precárias, sem acesso a água, abrigo ou medicamentos. O cenário atual requer uma resposta urgente da comunidade internacional para evitar uma catástrofe humanitária ainda maior.

