A ex-presidente Cristina Kirchner foi apontada como a ‘principal receptora’ de subornos em um megajulgamento por corrupção na Argentina, iniciado em novembro. As acusações envolvem Kirchner e 85 outros ex-funcionários e empresários, que, segundo a investigação, formaram uma rede para obter benefícios financeiros ilícitos entre 2003 e 2015.
O tribunal destacou que empresários teriam entregado pacotes de dinheiro a emissários do governo Kirchner. Apesar das alegações da defesa sobre a adulteração das provas, a investigação se baseia em anotações detalhadas que citam entregas de dinheiro e nomes, feitas ao longo dos anos. Kirchner, que participa do julgamento em casa, nega veementemente as acusações e afirma que são uma perseguição política contra ela.
Com o processo em andamento, a Justiça já ordenou a apreensão de 480 milhões de dólares em bens de Kirchner e coacusados como reparação por danos ao Estado. O caso, conhecido como ‘cadernos’, deve avançar para audiências presenciais em breve, aumentando a atenção pública e política sobre as implicações da corrupção na política argentina.


