O edital para a escolha dos serviços de alimentação da COP30, realizada em Belém, estabelece que os restaurantes devem oferecer uma porcentagem das vendas à organização do evento. Essa prática levanta preocupações sobre os preços exorbitantes que os participantes podem enfrentar, uma vez que o valor da comissão influencia diretamente o custo final dos produtos.
A Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI) foi responsável pelo processo de seleção e recebeu um contrato de R$ 478 milhões do governo brasileiro para auxiliar na organização. Os critérios técnicos e de preço estabelecidos pela OEI priorizam aqueles que oferecem o maior percentual de retorno financeiro, o que pode resultar em preços elevados para os consumidores na COP30.
Além disso, o edital menciona que todos os restaurantes devem vender água a preços populares, embora a realidade mostre garrafas de água a R$ 25. A situação gera um debate sobre a transparência e a ética nos preços praticados durante o evento, especialmente considerando que a organização já tinha conhecimento prévio dos valores a serem cobrados.

