O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), anunciou que levará as reivindicações da Cúpula dos Povos para as reuniões de alto nível programadas para esta semana em Belém, no Pará. Durante o encerramento da cúpula, realizado no último domingo (16), ele recebeu uma carta final contendo sugestões e reivindicações dos participantes, que pedem maior inclusão da sociedade civil nas discussões sobre a crise climática.
Corrêa do Lago reconheceu as dificuldades das negociações entre os 195 países participantes da COP, mas destacou que a Cúpula dos Povos representou um avanço na participação popular. O evento, que ocorreu entre os dias 12 e 16 de novembro, reuniu cerca de 70 mil pessoas, incluindo movimentos sociais, povos originários e representantes de diversas comunidades afetadas pela crise ambiental. A carta elaborada pelos participantes critica as chamadas “falsas soluções” e demanda ações concretas para mitigar os impactos das mudanças climáticas.
As implicações das discussões na Cúpula dos Povos podem influenciar as decisões na COP30, especialmente em relação às demandas por justiça climática e reconhecimento dos saberes ancestrais. A carta final também aborda a necessidade de demarcação de terras indígenas e reforma agrária, além de solicitar um compromisso mais forte dos países em desenvolvimento e das empresas em prol de uma transição justa. Com a voz da sociedade civil se fazendo ouvir em Belém, espera-se que as propostas apresentadas ganhem mais destaque nas negociações internacionais.


