A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apresentou acusações formais contra o CEO e o CFO da Azul, destacando a divulgação irregular de projeções financeiras. As alegações se referem a declarações feitas em agosto de 2024, quando os executivos mencionaram receitas que não seguiram as normas do mercado de capitais, gerando um processo administrativo sancionador.
A CVM conduziu uma investigação pela Superintendência de Relações com Empresas, analisando as declarações feitas pelo CEO, que previu uma receita de R$ 20 bilhões para 2024 e um adicional de R$ 1 bilhão para 2025. Essas informações foram divulgadas de maneira não oficial, levantando preocupações sobre a conformidade com as regras de divulgação de informações sensíveis. A Azul, que enfrentava pressão devido a um possível pedido de recuperação judicial nos EUA, negou a possibilidade de falência até que, em maio de 2025, foi forçada a solicitar proteção contra credores.
O processo na CVM avança com a fase de citação dos executivos, e a Azul já se manifestou sobre a abertura do processo administrativo, reafirmando seu compromisso com a transparência e a conformidade legal. As implicações dessa acusação podem afetar significativamente a reputação da empresa e sua posição no mercado, especialmente em um momento crítico de reestruturação financeira.

