A defesa do general Augusto Heleno comunicou ao Supremo Tribunal Federal que o diagnóstico de Alzheimer foi estabelecido em janeiro de 2025. A informação foi apresentada após o ministro Alexandre de Moraes solicitar documentos que comprovem a cronologia da doença, em resposta a divergências com o laudo do Exército, que indicava a condição desde 2018.
Segundo o advogado Matheus Milanez, durante o período mencionado, Heleno recebia apenas acompanhamento médico e não um diagnóstico formal. O ministro Moraes determinou que a defesa apresentasse, em até cinco dias, todos os exames e relatórios relacionados à saúde do general, além de questionar a falta de comunicação sobre a doença durante seu tempo à frente do Gabinete de Segurança Institucional.
A situação do general, que começou a cumprir pena de 21 anos por sua participação na tentativa de golpe de 2022, gera discussões sobre a possibilidade de um cumprimento humanitário da pena em casa, conforme sugerido pelo procurador-geral da República. Esse cenário não apenas afeta a imagem de Heleno, mas também tem implicações sobre as decisões judiciais relacionadas a sua saúde e condenação.


