O deputado Guilherme Derrite, relator do projeto de lei antifacção na Câmara dos Deputados, reagiu nesta segunda-feira (10) às críticas do governo federal sobre as alterações propostas em relação à versão original do texto enviado pelo Ministério da Justiça. Ele afirmou que o debate está permeado por ideologia política e prometeu apresentar um novo relatório na próxima semana, visando esclarecer os pontos controversos.
Derrite, que também ocupa o cargo de secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo, destacou que a discussão atual carece de conhecimento técnico e se concentra em aspectos ideológicos. O projeto insere condutas de facções criminosas na Lei Antiterrorismo, o que gerou reações de autoridades de segurança pública, que alegaram que isso poderia banalizar o terrorismo e enfraquecer a estrutura penal do país.
O deputado se comprometeu a incorporar sugestões do governo e a ajustar o texto para evitar brechas que permitam a intervenção externa, garantindo que o Brasil pode lidar com seus problemas internamente. O novo texto poderá incluir tipificações específicas para crimes envolvendo organizações criminosas e prever penas mais severas, reforçando a abordagem do Estado contra o crime organizado.

