Na sexta-feira, 28 de novembro, o dólar recuou levemente em relação a moedas fortes, em um ambiente de mercado tranquilo após o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. O índice DXY, que mede a performance da moeda americana frente a uma cesta de seis moedas, caiu 0,11%, fechando a 99,459 pontos. Essa desvalorização semanal de 0,72% marca a maior perda desde julho, refletindo as expectativas crescentes de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve.
O movimento de queda do dólar também foi influenciado por uma falha de refrigeração em um data center do CME Group, que causou interrupções temporárias nas operações de câmbio. Apesar de ter iniciado o dia em alta, a moeda americana perdeu força ao longo da tarde, acompanhando a recuperação do mercado acionário e a diminuição das incertezas que antes dominavam a cena econômica. Essas oscilações demonstram um comportamento típico do mercado, onde as movimentações recentes atuam como uma válvula de escape para os investidores.
Enquanto isso, as expectativas de flexibilização monetária nos EUA continuam a influenciar o cenário econômico, com 86,9% de probabilidade de cortes nas taxas, segundo o CME Group. Dados divergentes da Alemanha, França e Portugal também impactam as moedas europeias, que se valorizam levemente em relação ao dólar. Além disso, a exclusão da África do Sul do próximo encontro do G20 gera preocupações, conforme declarado pelo presidente do banco central do país, ressaltando a tensão nas relações internacionais.

