Neste domingo, os chilenos se dirigem às urnas para votar em uma eleição crucial que pode significar uma mudança significativa no cenário político do país. A disputa opõe a coalizão governista de esquerda a uma variedade de candidatos de direita, enquanto a votação obrigatória é aplicada pela primeira vez. As urnas foram abertas às 8h e devem fechar às 18h, mas permanecerão abertas se houver filas, com resultados iniciais sendo divulgados rapidamente.
A eleição inclui oito candidatos à Presidência, com a expectativa de que nenhum obtenha a maioria absoluta necessária para vencer no primeiro turno. Jeannette Jara, da coalizão governista, e José Antonio Kast, da extrema direita, estão entre os principais concorrentes. O crime e a imigração dominam a agenda eleitoral, contrastando com o otimismo que levou Gabriel Boric ao poder, que não pode concorrer à reeleição.
As implicações desta eleição são profundas, pois a totalidade da Câmara dos Deputados e uma parte significativa do Senado também estão em disputa. Caso a direita consiga controlar tanto a Presidência quanto o Congresso, será a primeira vez desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet em 1990 que isso ocorre. A votação é vista como uma oportunidade para reverter a apatia política e engajar novos eleitores em um debate sobre mudanças necessárias no país.

