A Reforma Tributária no Brasil, que começará a valer em janeiro de 2026, trará mudanças significativas para as empresas, substituindo tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS pelo novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A advogada tributarista Andressa Sehn da Costa destaca que as organizações precisarão se adaptar a um modelo dual, enfrentando um período de transição em que coexistirão as regras antigas e as novas, o que demandará uma revisão profunda de seus orçamentos.
Entre os principais desafios, as empresas precisarão reestruturar suas estratégias fiscais e modelos de precificação, uma vez que a nova legislação exige maior detalhamento e rastreabilidade nas operações. O orçamento de 2026 deve ser mais do que uma simples projeção numérica; deve se tornar uma ferramenta de gestão de riscos tributários, permitindo simulações de cenários e ajustes contínuos ao longo do ano para evitar desequilíbrios financeiros.
Além disso, a implementação da reforma requer investimentos significativos em tecnologia e capacitação de equipes, considerando que os processos manuais poderão dificultar a adequação às novas exigências legais. Ignorar essas mudanças pode comprometer não apenas o orçamento, mas a competitividade e a sustentabilidade das empresas no futuro, conforme ressalta a especialista. Portanto, a Reforma Tributária representa um convite à transformação da gestão empresarial.

