Neste domingo (16), os equatorianos iniciaram um referendo sobre o retorno de bases militares estrangeiras e a criação de uma nova Constituição. A iniciativa é parte da estratégia do presidente Daniel Noboa para intensificar a luta contra o crime em meio a uma escalada de violência no país. Quase 14 milhões de cidadãos estão convocados a votar em questões que podem impactar a segurança nacional e a estrutura política do Equador.
A votação ocorre em um cenário de preocupações com a violência, que há uma década não era uma questão tão premente. Noboa, que se tornou um aliado dos Estados Unidos, busca apoio adicional para enfrentar gangues criminosas, como evidenciado pela recente captura de um líder de uma dessas organizações. O referendo também inclui propostas para encerrar o financiamento estatal a partidos políticos e reduzir o número de congressistas, refletindo a insatisfação popular com a política atual.
As implicações deste referendo são significativas, pois podem redefinir a relação do Equador com os Estados Unidos e a estrutura de poder interno. A aprovação das bases militares pode indicar um aumento da influência americana na região, enquanto a nova Constituição poderia alterar profundamente os direitos e a governança no país. Com a aprovação de Noboa em 56%, a população está dividida, e os resultados desta votação podem moldar o futuro político e social do Equador.


