Um estudo da Rede Escola Pública e Universidade, em parceria com o Grupo Escola Pública e Democracia, aponta que a Secretaria da Educação de São Paulo afastou 225 diretores entre 2024 e 2025 sem critérios objetivos válidos. A análise revelou que os afastamentos se basearam em uma variação de apenas 0,2 ponto nas avaliações, um valor inferior à margem de erro, considerando que 50,3% das escolas não atingiram esse mínimo. Os pesquisadores criticam a falta de transparência nas decisões da secretaria e sugerem que o Provão Paulista não é um instrumento adequado para avaliar o desempenho escolar.
Os pesquisadores questionam a mudança de critério do Saresp para o Provão Paulista, que não permite comparações válidas entre anos, já que utiliza uma metodologia diferente. Essa alteração interrompeu uma série histórica de avaliações, dificultando a análise contínua do ensino público estadual. O estudo ressalta que o desempenho das escolas deve ser medido por um conjunto mais amplo de indicadores, e não apenas por uma variação pontual nas notas.
Diante dos achados, os especialistas recomendam a reversão dos afastamentos realizados com base na Meta Ouro e enfatizam a necessidade de uma avaliação mais justa e transparente. A Secretaria da Educação, por sua vez, defende que as decisões são baseadas em múltiplos critérios e não apenas nas avaliações externas, mas a discordância sobre a interpretação dos resultados gera um debate significativo sobre a gestão educacional no estado de São Paulo.


