O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, desmentiu uma reportagem que sugeria um bloqueio da China a ímãs de terras raras, essenciais para a indústria de defesa americana. Ele destacou que um compromisso firmado entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping deve ser finalizado até o feriado de Ação de Graças, em 27 de novembro, permitindo o retorno do fornecimento anterior às restrições impostas por Pequim em abril.
O acordo, que ainda não foi assinado, prevê um ano de livre circulação de terras raras, eliminando exigências adicionais que a China havia implementado em resposta às tarifas norte-americanas. Bessent expressou confiança de que a China honrará os compromissos, mencionando o respeito mútuo entre os dois presidentes. Ele também ressaltou que, caso Pequim não cumpra o acordo, Washington possui diversas alavancas de pressão, incluindo a possibilidade de remover empresas chinesas das bolsas de valores dos EUA.
Além dos ímãs, o entendimento inclui a compra de soja americana pela China, que já começou a ser realizada. O secretário criticou a interrupção dos fluxos anteriores que impactaram produtores de soja, mas acredita que a situação já foi resolvida. A dependência dos EUA em relação à China para a mineração e processamento de terras raras torna esse acordo estratégico para a segurança econômica e a defesa nacional.

