Um ex-banqueiro de investimento, Samy Fadi Khouadja, foi acusado de co-liderar um esquema global de insider trading a partir de um restaurante em Paris, o Hexagone, entre 2016 e 2024. A denúncia, apresentada por promotores federais em Boston, envolve outros sete homens que supostamente lucraram milhões com informações privilegiadas sobre fusões e aquisições. Khouadja, que não está sob custódia e é considerado foragido, teria recrutado insiders corporativos para obter dados confidenciais.
Os promotores revelaram que o grupo usava métodos complexos para ocultar suas atividades, como telefones descartáveis e aplicativos de mensagens criptografadas, além de realizar transações financeiras por meio de empresas de fachada. As informações também eram vazadas para jornalistas, possibilitando lucros após publicações. Outros co-líderes do esquema, já acusados anteriormente, incluem Eamma Safi e Zhi Ge, com um trader colaborando com as investigações ao se declarar culpado.
As implicações deste caso são significativas, com acusações que se estendem a indivíduos na França, Hong Kong e Cingapura, todos considerados foragidos. A investigação em andamento revela a complexidade das operações de insider trading e a necessidade de um controle mais rígido no mercado financeiro. O caso destaca a interconexão global no combate a fraudes financeiras e a colaboração internacional entre as autoridades.


