O ex-ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, afirmou em depoimento à CPMI do INSS que as questões relacionadas a descontos associativos em benefícios foram recorrentes, mas sem relevância em sua gestão. Segundo ele, o problema é conhecido desde 2010 e não teve um impacto significativo durante seu mandato, que ocorreu entre 2021 e 2022. Onyx argumentou que a situação estava dentro da normalidade e que a sua administração focou em resolver a fila de processos do INSS e no crédito consignado para beneficiários.
Apesar das afirmações de Onyx, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, contestou a narrativa, destacando que os números de descontos começaram a aumentar substancialmente após a saída de Lorenzoni do cargo. Ele enfatizou que a gestão de seu sucessor, José Carlos Oliveira, está diretamente ligada ao crescimento dos descontos, que passaram de milhões para bilhões. Onyx defendeu a escolha de Oliveira como uma decisão técnica, respaldada por sua experiência e conhecimento na Previdência.
A audiência gerou debates intensos sobre a gestão do INSS e levantou questões sobre a responsabilidade dos ex-ministros em relação aos problemas financeiros enfrentados pela instituição. As declarações de Onyx, que também ocupou outros cargos importantes no governo anterior, podem ter desdobramentos significativos nas investigações da CPMI e na percepção pública sobre a administração previdenciária do Brasil.

