Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), declarou a seus auxiliares que todas as decisões do banco eram referendadas pelo governador do DF, Ibaneis Rocha. No contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master, Costa se encontrava nos Estados Unidos, onde tentou minimizar a gravidade da crise. Ele enfrenta investigações da Polícia Federal relacionadas à compra de títulos do banco com indícios de fraudes.
Durante suas comunicações, Costa enfatizou que o governador tinha um papel ativo tanto nas operações de grande porte quanto nas transações de varejo do BRB. Segundo ele, as ordens de Ibaneis eram sempre seguidas, e ele se sentia na obrigação de relatar todas as decisões ao governador. Além disso, Costa alegou não ter conhecimento das fraudes relacionadas aos ativos do Banco Master, destacando que a fiscalização pertencia ao Banco Central.
A defesa de Costa levanta questões sobre a responsabilidade compartilhada entre a gestão do BRB e o governo do Distrito Federal. A situação pode ter desdobramentos significativos para a credibilidade das instituições financeiras locais e para a governança no DF. Em nota, o ex-presidente reafirmou seu compromisso com a transparência e a colaboração na investigação em andamento.

