Em outubro de 2025, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) multou 12 empresas por práticas abusivas na oferta de crédito consignado, um aumento considerável em comparação às quatro advertências emitidas no mês anterior. Desde a implementação de um sistema de autorregulação em 2020, foram registradas 1.051 advertências, além de 810 suspensões temporárias e 113 definitivas, refletindo um esforço contínuo para coibir práticas comerciais inadequadas.
As sanções resultam de um monitoramento rigoroso das instituições financeiras e agentes de crédito, que inclui análise de reclamações e auditorias independentes. As infrações às regras podem levar a multas que variam de R$ 45 mil a R$ 1 milhão, com os recursos arrecadados destinados a iniciativas de educação financeira. A crescente oferta de crédito consignado, que cresceu 46% nos últimos 12 meses, levanta preocupações sobre o aumento do endividamento da população.
A vigilância sobre os agentes de crédito também se intensificou, com um sistema de pontuação em vigor para avaliar suas práticas. As instituições estão proibidas de conceder crédito sem a autorização do cliente e devem garantir clareza nas condições e juros dos empréstimos. O risco de práticas abusivas pode resultar em um ciclo de endividamento, dado que os pagamentos são descontados diretamente da folha de pagamento dos consumidores.

