A Ferrari registrou um lucro líquido de US$ 439,5 milhões no terceiro trimestre de 2025, com um aumento de 5% no lucro operacional em comparação ao mesmo período do ano anterior. As ações da montadora, localizada em Milão, apresentaram um crescimento de até 3,1%, demonstrando otimismo entre os investidores sobre o futuro da empresa. O CEO Benedetto Vigna afirmou que a estratégia da Ferrari visa um crescimento sustentável a longo prazo, comparando o processo a uma maratona e não a uma corrida de 100 metros.
Durante uma apresentação recente, Vigna revelou que a Ferrari planeja manter uma linha de produtos composta por 40% de veículos a combustão, 40% híbridos e 20% elétricos. Apesar do desafio de custos mais altos na produção de veículos elétricos, a montadora continua a priorizar a exclusividade e a inovação em suas estratégias de precificação. O foco em modelos como Purosangue e 296 GTS reflete a intenção de equilibrar tradição e inovação, assegurando que os clientes permaneçam satisfeitos com suas opções de compra.
As recentes tarifas impostas sobre importações automotivas europeias impactaram a operação da Ferrari, levando a um aumento de preços de 10% em seus veículos. No entanto, Vigna acredita que a situação está agora resolvida e que os negócios nas Américas continuam normalmente. Com a introdução do primeiro carro totalmente elétrico da marca, chamado Elettrica, a Ferrari reafirma seu compromisso com a inovação enquanto preserva suas características icônicas e a lealdade dos clientes.

