Em um cenário de Selic alta, gestores discutem a viabilidade de desenvolver ou adquirir imóveis logísticos prontos, considerando a liquidez restrita do mercado. Rafael Fonseca, da Bresco Investimentos, e Carlos Martins, da Kinea, ressaltam que o momento favorece a aquisição de ativos estabilizados, que têm proporcionado retornos atrativos. Fonseca destaca que o ambiente atual permite oportunidades em desenvolvimento e aquisição, mas os imóveis já estabilizados têm se mostrado mais equilibrados em termos de risco e retorno.
Os gestores apontam que a escassez de capital no mercado facilita a compra de galpões com cap rates entre 10% e 11%, o que é considerado relevante. Carlos Martins complementa que, apesar das vantagens de desenvolver, a compra de ativos prontos é um atalho eficiente, embora demande atenção na escolha dos imóveis. Ambos concordam que a ausência de investidores internacionais e a alta dos juros globais têm pressionado os preços e criado oportunidades no mercado secundário.
As discussões entre os gestores refletem a complexidade do mercado imobiliário atual, onde a decisão entre desenvolver ou comprar envolve diversos fatores, como controle sobre o projeto e a situação econômica. Com a expectativa de retornos altos em ativos estabilizados, o futuro do investimento em FIIs logísticos pode ser promissor, contanto que os investidores façam escolhas informadas. A dinâmica do mercado, influenciada pela liquidez e pela concorrência, continuará a moldar as estratégias de investimento dos gestores.

