A reabertura do mercado chinês para as exportações de carne de frango brasileira foi oficializada em 7 de novembro, após quase seis meses de embargo. A suspensão ocorreu em decorrência de um foco de gripe aviária identificado no Rio Grande do Sul, que afetou significativamente a receita de frigoríficos e produtores, especialmente em Goiás, um dos principais estados exportadores do Brasil.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou o anúncio, destacando que a retomada das exportações é fruto de esforços diplomáticos do Ministério da Agricultura e do Itamaraty. Goiás, que representa cerca de 6% das exportações nacionais de frango, viu um crescimento na receita mesmo durante o embargo, devido à diversificação de mercados para países como Arábia Saudita e Japão. Apesar disso, pequenos e médios produtores enfrentaram dificuldades para redirecionar suas vendas durante o período de restrição.
Com a reabertura, espera-se que os preços do frango no mercado interno sejam impactados, uma vez que a demanda externa pode se tornar mais atrativa. Além disso, a volta das exportações pode gerar novas oportunidades de emprego, com frigoríficos aumentando a produção e a contratação de trabalhadores. No entanto, a dependência do mercado chinês levanta preocupações sobre a vulnerabilidade do setor a instabilidades geopolíticas ou sanitárias no futuro.


