O governo do Distrito Federal, sob a liderança do governador Ibaneis Rocha, declarou que não concedeu qualquer tratamento especial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ao solicitar uma avaliação médica antes do início do cumprimento de sua pena. O pedido, feito pelo secretário de Administração Penitenciária, gerou desconforto no governo, que busca manter um diálogo com a direita, especialmente em vista das eleições de 2026.
O secretário Wenderson Souza e Teles argumentou que a solicitação estava alinhada com o protocolo aplicado a detentos com comorbidades, visando avaliar a compatibilidade do quadro clínico de Bolsonaro com os serviços disponíveis nos presídios do DF. Entretanto, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido, classificando-o como inadequado, o que levanta questões sobre a aplicação equitativa das normas no sistema penal.
A repercussão do caso trouxe à tona debates sobre a isonomia no tratamento de prisioneiros, com críticas do deputado distrital Fábio Felix, que questionou por que a mesma preocupação não se estende aos demais detentos. O secretário reafirmou que protocolos semelhantes são seguidos quando há ciência prévia de comorbidades, defendendo que a saúde de Bolsonaro, sendo de conhecimento público, justifica a consulta antecipada.


