A Câmara dos Deputados está programada para votar, nesta terça-feira (11), o Marco da Segurança, um projeto que visa consolidar diversas propostas para o combate ao crime organizado no Brasil. A iniciativa gerou intensos debates entre governo e oposição, especialmente após a escolha do deputado federal Guilherme Derrite como relator do texto, que já passou por alterações significativas em sua redação.
O projeto, que combina os PL antifacção e antiterrorismo, traz à tona questões delicadas, como a tipificação dos crimes de terrorismo, que foi retirada do texto em resposta a pressões sobre os possíveis impactos nas relações internacionais do país. A atuação da Polícia Federal nas investigações também é um ponto central, com setores da oposição defendendo limitações, enquanto especialistas argumentam a favor da federalização das investigações sobre crime organizado.
Este debate ocorre em um contexto de crescente preocupação com o crime organizado, afetando não apenas o Brasil, mas também países vizinhos, como Argentina e Paraguai. O governo, que inicialmente apoiou parte das propostas, agora avalia votar contra o texto final, evidenciando as fraturas nas alianças políticas e as complexidades que cercam a segurança pública no Brasil.


