O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou, no dia 20 de novembro, a necessidade de integrar a cadeia produtiva mineral brasileira com a dos Estados Unidos. A declaração foi feita em um vídeo ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo após Donald Trump anunciar o fim da sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros. Haddad argumentou que é essencial aproveitar os recursos minerais do Brasil para produzir baterias e veículos elétricos no país, buscando fortalecer a economia local.
A proposta de Haddad surge em um contexto de crescente tensão geopolítica, especialmente após a restrição da China à exportação de terras raras. Embora o Brasil possua a segunda maior reserva mundial desse recurso, a exploração e o refino ainda são limitados. Recentemente, empresas ocidentais, como a australiana Viridis Mining & Minerals, começaram a investir em projetos no Brasil, buscando alternativas à dependência da cadeia produtiva chinesa.
Diante dessa situação, o governo brasileiro está determinado a não se tornar apenas um exportador de matéria-prima. A estratégia é promover a transferência de tecnologia e estimular a industrialização local, posicionando o Brasil como um ator relevante nas cadeias globais de minerais críticos e na economia verde. A formalização de um marco regulatório específico para o setor mineral é vista como essencial para alcançar esses objetivos.

