O projeto fotográfico de Alessandro Gandolfi investiga a viabilidade de bairros flutuantes sustentáveis na Holanda, que se adaptam ao aumento do nível do mar. A filosofia do ‘meebewegen’ é central nessa abordagem, pois promove a ideia de aprender a conviver com a água, um desafio que a região enfrenta há séculos. Historicamente, a Holanda foi considerada uma ‘terra lamentável’, propensa a inundações, conforme relatado por Plínio, o Velho, e Pytheas, que observou a luta contínua da população local contra a água.
Desde o século XVII, a Holanda se destacou como uma das nações mais ricas da Europa, e essa resiliência se reflete na atualidade, onde os holandeses estão entre os dez mais prósperos do mundo. A adaptação a um ambiente aquático é uma resposta necessária às mudanças climáticas, que ameaçam comunidades costeiras globalmente. A artista e cantora Floyd Brollo, que vive em uma casa flutuante em Amsterdã, exemplifica essa nova realidade habitacional.
As iniciativas de Gandolfi não apenas documentam a realidade, mas também propõem um futuro onde a convivência com a água se torna uma norma. Com a crescente preocupação sobre o aquecimento global, essas soluções inovadoras podem inspirar outros países a repensar suas estratégias urbanas. A capacidade de adaptação da Holanda pode servir como modelo para o mundo, enfatizando a importância de se aprender a viver com as mudanças ambientais.


