O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) apresentou uma queda inesperada em outubro, passando de uma alta de 0,65% em setembro para uma elevação de apenas 0,14%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os principais responsáveis por essa desaceleração foram os recuos nas tarifas de eletricidade residencial e nas passagens aéreas, que juntos contribuíram com -0,18 pontos percentuais para o resultado do índice.
Além das tarifas citadas, outras categorias também mostraram alívio, como a banana-prata e o arroz, que apresentaram quedas significativas. No entanto, o desempenho foi contrabalançado por aumentos em itens como perfumes e gasolina, que pressionaram os preços. A FGV observou que duas das oito classes de despesa registraram variações negativas, destacando a Habitação e Educação, Leitura e Recreação, refletindo mudanças nas condições econômicas do país.
Os dados do IGP-DI indicam um cenário misto para a economia brasileira, com alívios em algumas áreas, mas pressões persistentes em outras. O núcleo do IPC-DI, por sua vez, teve alta de 0,31% em outubro, sugerindo que a inflação ainda está presente em diversas categorias. As implicações desse resultado podem afetar decisões de política econômica e a percepção de consumidores e investidores sobre o futuro econômico do Brasil.

