Na COP30, realizada em Belém, Anjani Kapoor, head de políticas da SWA, destaca a vulnerabilidade das mulheres diante da crise climática, afirmando que até 2050, 158 milhões delas podem enfrentar a pobreza devido a mudanças climáticas. Kapoor enfatiza que a desigualdade de gênero amplifica essa vulnerabilidade, limitando o acesso das mulheres a recursos e a tomada de decisões. A especialista defende que a igualdade de gênero não é apenas um imperativo moral, mas uma necessidade prática para a adaptação climática.
Kapoor, que representa a SWA, explica que a gestão inadequada dos serviços de água e saneamento afeta desproporcionalmente as mulheres, que são responsáveis pela coleta de água em 70% dos lares globalmente. Ela destaca que a falta de acesso a esses serviços é tanto uma causa quanto uma consequência da desigualdade de gênero, intensificando os desafios que as mulheres enfrentam em situações de seca e inundações. Portanto, sua inclusão em papéis de decisão é essencial para melhorar a resiliência climática das comunidades.
Conforme a discussão avança, Kapoor ressalta a importância de ações concretas e mensuráveis que envolvam o setor privado e governos. Ela pede que países com altas emissões de carbono tomem medidas para reduzir suas pegadas e aliviar os fardos enfrentados por mulheres em comunidades vulneráveis. A participação ativa das mulheres em iniciativas climáticas e hídricas é vista como um caminho fundamental para transformar a abordagem global em relação à crise climática, assegurando que suas vozes sejam ouvidas nas decisões que moldarão o futuro.

