A inadimplência no Sistema Financeiro Nacional (SFN) subiu para 4% em outubro de 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central na manhã de quarta-feira, dia 26. Este aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior marca a maior alta acumulada em três anos, evidenciando uma tendência preocupante de crescimento nos atrasos de pagamento. A taxa considera os atrasos superiores a 90 dias, refletindo a pressão financeira sobre os consumidores.
Os dados apontam que, em anos anteriores, a variação anual da inadimplência havia se mantido em níveis moderados, mas a situação mudou neste ano, com uma taxa de crescimento anual de 0,8 ponto percentual. Embora as concessões de crédito tenham aumentado, com um saldo de R$ 4,3 trilhões para as famílias, a alta dos juros tem afetado o acesso ao crédito e contribuído para o aumento da inadimplência. A taxa média de juros para as novas concessões subiu para 31,9% ao ano, exacerbando os desafios financeiros enfrentados pelos consumidores.
As implicações desse cenário são significativas, pois a inadimplência elevada pode impactar negativamente a economia, dificultando o acesso ao crédito e aumentando o comprometimento da renda das famílias. O comprometimento atingiu 28,8%, o maior nível da série histórica, o que indica que mais consumidores estão lutando para gerenciar suas dívidas. Diante desse quadro, o Banco Central e as instituições financeiras precisam considerar estratégias para mitigar os efeitos da inadimplência e garantir a estabilidade do sistema financeiro.


