Em 7 de novembro de 2025, a Amazônia brasileira enfrenta uma grave crise, marcada por incêndios e conflitos agrários, mesmo com a redução do desmatamento pelo quarto ano consecutivo. Em São Félix do Xingu, no Pará, o uso do fogo como ferramenta agrícola entre pecuaristas tem contribuído para a devastação, refletindo a combinação de estiagem prolongada e falta de fiscalização eficaz.
A seca recorde de 2024 exacerbou a situação, levando à queima de quase 18 milhões de hectares e tornando o município o mais afetado do país, com mais de 7 mil incêndios registrados. As disparidades entre grandes produtores e pequenos agricultores agravam o cenário, onde a falta de apoio institucional e conflitos fundiários se tornam evidentes, enquanto práticas agrícolas insustentáveis persistem.
Embora dados recentes indiquem uma diminuição no número de incêndios em 2025, a identificação e punição dos responsáveis continuam desafiadoras. Especialistas ressaltam a necessidade de políticas públicas duradouras e o envolvimento da população para reverter a situação, enquanto o presidente do Ibama destaca a importância de tecnologias avançadas para monitorar e combater os incêndios.

