No dia 14 de novembro de 2025, indígenas de cinco povos da Amazônia realizaram um bloqueio na entrada principal da COP30, em Belém (PA), exigindo uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ato, que ocorreu na sexta-feira, atrasou as discussões do quinto dia da conferência e trouxe à tona a demanda pela revogação do Decreto nº 12.600/2025, que institui o Plano Nacional de Hidrovias, considerado ameaçador para os territórios tradicionais.
Os manifestantes, que representaram os povos Tapajós, Munduruku, Tukano, Tupinambá e Tapuia, também criticaram grandes projetos como a Ferrogrão e reiteraram a necessidade de demarcação de terras. Embora haja expectativa de que Lula anuncie novas demarcações, sua ausência em Belém na próxima semana deixa incertezas sobre a resposta às demandas indígenas. A mobilização é um reflexo do crescente descontentamento com a falta de participação nas negociações climáticas.
As lideranças indígenas destacaram que o diálogo com autoridades é um avanço, mas a expectativa por uma resposta direta do presidente persiste, especialmente em relação ao decreto das hidrovias. O protesto, que ocorreu em um dia decisivo da conferência, pode ter impactos significativos na agenda oficial, uma vez que a Cúpula dos Povos programou uma nova manifestação para o dia 15 de novembro, potencialmente dificultando ainda mais as negociações.


