Um estudo inédito realizado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) revelou a presença de 97 comunidades tradicionais nas unidades de conservação do Estado do Rio de Janeiro. O mapeamento abrange grupos como quilombolas, caiçaras, pescadores artesanais, salineiros, sitiantes e indígenas, com o objetivo de subsidiar políticas públicas que valorizem esses territórios e seus saberes ancestrais.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, enfatizou a importância do reconhecimento dessas comunidades para a preservação das riquezas naturais do estado. Ele destacou que essas populações são fundamentais para a conservação e convivência harmônica entre desenvolvimento e tradição. O estudo também identificou diversas práticas sustentáveis, como a pesca responsável e a produção artesanal de sal, que reforçam a conexão entre modos de vida tradicionais e a preservação ambiental.
O Inea já tomou medidas concretas, capacitando 216 condutores de turismo e criando, em 2025, o Núcleo de Povos e Comunidades Tradicionais, que irá coordenar ações voltadas ao reconhecimento e proteção dessas comunidades. A integração dessas populações nas políticas públicas é vista como essencial para garantir a sustentabilidade e a valorização cultural nas unidades de conservação, promovendo um turismo seguro e respeitoso com as tradições locais.


