Nos últimos meses, gigantes da tecnologia têm feito anúncios significativos sobre investimentos em data centers, como a Meta, que se comprometeu a alocar US$ 600 bilhões para expandir sua infraestrutura de inteligência artificial. No Brasil, um projeto de R$ 50 bilhões, que envolve a Casa dos Ventos e a Omnia, promete ser o maior do setor, com previsão de operação a partir de 2027. A ByteDance, responsável pelo TikTok, será a única cliente inicial desse empreendimento.
Enquanto esses investimentos prometem impulsionar a economia digital, especialistas alertam para as consequências socioambientais associadas a esses centros de dados. O aumento do consumo de água e energia é uma preocupação crescente, especialmente à medida que a demanda por energia elétrica continua a subir. Cientistas destacam que, se os data centers fossem um país, seriam o quarto maior consumidor de eletricidade até 2035, levando a potenciais crises hídricas e energéticas.
Além disso, iniciativas como o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (ReData) buscam promover um desenvolvimento sustentável, oferecendo incentivos fiscais. Contudo, a aplicação de critérios de sustentabilidade ainda carece de definições claras. O cenário exige um equilíbrio entre o crescimento econômico e a preservação ambiental, enquanto as empresas de tecnologia buscam alternativas, como a energia nuclear, para reduzir seu impacto ambiental.

