O Irã manifestou forte condenação ao assassinato do chefe militar do Hezbollah, Haytham Ali Tabatabai, ocorrida em um bombardeio israelense no sul de Beirute, no dia 24 de novembro de 2025. O Ministério das Relações Exteriores do Irã descreveu o ataque como um ato covarde, ressaltando que este evento não apenas desrespeita o cessar-fogo de novembro de 2024, mas também agride a soberania do Líbano.
Tabatabai, que havia assumido o comando militar do Hezbollah em dezembro de 2024, é o mais alto líder do movimento islamista libanês a ser morto por Israel desde que a trégua foi estabelecida. O governo iraniano enfatizou que essa ação militar representa uma violação clara dos esforços de paz na região e uma afronta à integridade do Líbano. Israel, por sua vez, justifica os bombardeios como uma medida necessária para neutralizar ameaças provenientes do Hezbollah, que é amplamente considerado como um aliado estratégico do Irã.
As consequências dessa ação podem ser significativas. A morte de Tabatabai pode intensificar as hostilidades entre Israel e o Hezbollah, além de potencialmente mobilizar uma resposta mais contundente do Irã em defesa de seu aliado. A situação, já delicada na região, pode se agravar, comprometendo ainda mais a estabilidade política e militar no Líbano e nas relações entre os países envolvidos.

