Neste domingo (2), Israel declarou que intensificará seus ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano, acusando o grupo de tentar se rearmar. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, pediu a Beirute que cumpra seu compromisso de desarmar a organização, ressaltando que o grupo está ‘brincando com fogo’. Apesar do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024, Israel continua a atacar regularmente os redutos do Hezbollah, resultando em mortes e tensão crescente na região.
Durante uma reunião de gabinete, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, destacou que o Hezbollah está se rearmando e reiterou que Israel exercerá seu direito à autodefesa. As autoridades israelenses também mencionaram que milhares de cidadãos têm sido forçados a evacuar áreas próximas à fronteira devido à instabilidade provocada pelo grupo. Após a morte do líder histórico do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em um ataque aéreo em setembro de 2024, o grupo foi severamente enfraquecido, mas ainda resiste às pressões para desarmar.
A intensificação das operações militares israelenses levou o presidente libanês, Josef Aoun, a ordenar que o exército respondesse às incursões. Aoun, que havia solicitado negociações com Israel em outubro, agora critica a resposta israelense como uma escalada de ataques. Com a pressão dos Estados Unidos sobre o governo libanês para desarmar o Hezbollah, o futuro da estabilidade na região permanece incerto, com potenciais desdobramentos que podem afetar a segurança de ambos os países.

