A Justiça de São Paulo decidiu não conceder a prisão preventiva do deputado estadual Lucas Bove, que é réu por agressão à sua ex-mulher, a influenciadora Cíntia Chagas. Em vez disso, o juiz Felipe Pombo Rodriguez impôs uma multa de R$ 50 mil a Bove, que deve ser paga à vítima, por descumprir medidas protetivas que o proíbe de se referir a ela. A decisão foi tomada em audiência realizada no dia 4 de novembro de 2025.
O magistrado fundamentou sua decisão afirmando que, embora as ações de Bove, que incluíram a divulgação de uma nota à imprensa e transmissões ao vivo sobre o caso, representem um desrespeito às ordens judiciais, não havia evidências de um risco imediato à segurança de Cíntia Chagas. Ele destacou que a gravidade das condutas do deputado é preocupante, mas que, neste momento, a prisão não seria uma medida adequada. Assim, o juiz considerou que as violações se limitaram ao ambiente digital, sem ameaça direta ou aproximação física recente.
A situação de Lucas Bove, agora réu por diversas acusações, incluindo violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas, levanta questões sobre a eficácia das medidas judiciais em casos de violência doméstica. Enquanto a Justiça impõe sanções financeiras, a sociedade continua a debater a necessidade de uma resposta mais rigorosa a esse tipo de crime, visando proteger a integridade das vítimas e garantir a aplicação efetiva das leis de proteção.

