O deputado federal Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, pediu o adiamento da votação do projeto de lei antifacção, alegando que o relator Guilherme Derrite perdeu sua capacidade de liderar a proposta. Segundo Lindbergh, a versão mais recente apresentada por Derrite contém erros conceituais e vícios constitucionais, o que poderia gerar insegurança jurídica e impactos financeiros negativos significativos para o país.
Durante sua argumentação, o parlamentar enfatizou a necessidade de um novo relator que possa retomar o texto original do governo, que, segundo ele, é mais técnico e bem fundamentado. Lindbergh alertou que a proposta atual pode custar até R$ 360 milhões aos fundos federais, além de comprometer a eficácia das operações de combate ao crime organizado, uma vez que retira recursos de instituições como a Polícia Federal e a Receita Federal.
A situação se complica diante da falta de consenso entre as bancadas partidárias e a pressão de governadores pela aprovação do projeto. O presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu que a votação ocorrerá na próxima terça-feira, mas a continuidade do debate sugere que novas negociações serão necessárias para evitar a aprovação de um texto que possa ser prejudicial ao combate ao crime no Brasil.

