Nos últimos quatro anos, mais de 5.000 lobistas representantes das indústrias de petróleo, gás e carvão obtiveram acesso às cúpulas climáticas da ONU. Essas reuniões, que deveriam ser um espaço para a negociação de políticas ambiciosas, têm sido marcadas por um aumento de eventos climáticos extremos e pela continuidade da expansão dessas indústrias, que são principais responsáveis pela crise climática.
A pesquisa revela que a presença desses lobistas nas negociações climáticas compromete a capacidade dos estados de agir de forma eficaz contra as mudanças climáticas. Os interesses das empresas de combustíveis fósseis parecem ter prevalecido sobre as promessas de ações concretas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, exacerbando a já crítica situação ambiental.
As implicações dessa situação são alarmantes, uma vez que o mundo enfrenta uma crescente urgência para agir em relação à crise climática. A influência desproporcional dos lobistas pode atrasar ainda mais a implementação de políticas necessárias para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, comprometendo os esforços globais em direção a um futuro sustentável.

