A Lojas Renner divulgou resultados insatisfatórios no terceiro trimestre de 2025, com suas ações caindo 3,85% para R$ 14 logo após a abertura do mercado. O desempenho foi impactado por um crescimento de vendas inesperadamente baixo e aumento nas despesas, levando o Ebitda a ficar aquém das expectativas. Em resposta, o JPMorgan rebaixou a recomendação da empresa para neutra, reduzindo o preço-alvo de R$ 19 para R$ 17.
Os resultados ruins refletiram uma desaceleração nas vendas nas mesmas lojas, que cresceu apenas 3,1% em comparação ao ano anterior, abaixo da expectativa do mercado. Além disso, a divisão de vestuário viu um declínio acentuado na produtividade e um desempenho inferior em relação a concorrentes como C&A e Guararapes. Analistas apontaram que o clima desfavorável e problemas de execução contribuíram para esses resultados, elevando as preocupações dos investidores.
Com o rebaixamento da recomendação, o JPMorgan adotou uma postura mais cautelosa em relação às ações da Renner, o que pode resultar em uma desvalorização adicional. A empresa, que já não detém a maior margem bruta do setor, enfrenta desafios significativos no fortalecimento de sua proposta de valor. A situação atual levanta questões sobre a capacidade da Renner de recuperar seu crescimento e manter sua competitividade no mercado.

