Na terça-feira, 4 de novembro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que seria um “líder falso” se esperasse o fim da COP30 para anunciar a licença da Petrobras para explorar a Margem Equatorial. A autorização, obtida em 20 de outubro pelo Ibama, permite a perfuração de um poço no bloco FZA-M-059, localizado a 500 km da foz do rio Amazonas e a 175 km da costa do Amapá.
Em suas declarações, Lula afirmou que a exploração será realizada de maneira “mais cuidadosa que alguém pode fazer” e ressaltou que o Brasil não abrirá mão de suas metas ambientais. Ele também destacou que, caso o petróleo seja encontrado, um novo processo de licenciamento será necessário, o que reforça a importância de uma gestão responsável dos recursos naturais.
As afirmações de Lula ocorrem em um contexto de críticas de ambientalistas que alertam sobre os riscos à biodiversidade na região. Apesar das preocupações, o governo argumenta que a exploração é vital para a segurança energética do Brasil, o que gera um debate sobre o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental.


